Exma sra:
Directora Regional de Educação do Centro
Drª Engrácia Castro.
Assunto – Relatório elaborado pela comissão permanente.
Marco António Dias Pereira, professor do quadro do Agrupamento de escolas de Penalva do Castelo, opositor ao procedimento concursal para director executivo do referido Agrupamento, vem por este meio manifestar o seu repúdio pelo conteúdo do relatório elaborado pela Comissão Permanente e pela forma como foi redigido.
De facto não compreendo o motivo pelo qual a comissão permanente mencionou, no relatório, que fui pouco claro na especificação das actividades a implementar quando, na entrevista, os elementos que integram a Comissão referiram que estavam esclarecidos e não tinham mais questões. A minha inteligência fica profundamente abalada quando constato que os membros do Conselho-Geral-Transitório, ao lerem num relatório que um candidato foi pouco claro, poderiam solicitar ao abrigo da portaria nº 604/2008 a audição do candidato e não o fizeram.
Como é possível a Comissão indicar como ponto forte do meu projecto de intervenção, parcerias com diversas instituições da comunidade local e na tabela da página nº 5 classificar de satisfatório a questão relativa à comunidade.
Se um candidato possui o Mestrado e o outro possui o 1º ano do curso de Mestrado, ambos são muito satisfatório? (Tabela III)
Também gostaria que me explicassem que parâmetro é esse que mencionam nas tabelas “outros aspectos” e “outros critérios”, porque em toda a revisão bibliográfica que fiz não encontro nenhuma obra na área da investigação educacional, nacional ou estrangeira, que refira esse item sem especificação.
Com que argumentos uma Comissão tem coragem de escrever como “PONTO MENOS FORTE”: “Menor conhecimento da realidade do pré-escolar e do 1º. ciclo, nos diversos pólos do Agrupamento”?
A forma como o relatório foi redigido, do meu ponto de vista, foi tendenciosa e fez, através da apresentação de tabelas, seriação dos candidatos, violando desta forma o disposto no ponto5 do Artigo 7º. da portaria nº 604/2008 de 9 de Julho.
A minha candidatura foi baseada numa motivação intrínseca em desenvolver projectos e no dinamismo que me caracteriza, que V.Exa já conhece de outros tempos. Não tenho qualquer ambição política e muito menos sede de poder mas a minha dignidade foi ferida e gostaria de ver reposta a verdade e seriedade no processo.
Com elevada estima e consideração.
O candidato:
____________________________
(Marco António Dias Pereira)
Penalva do Castelo, 9 de Junho de 2009.
sábado, 15 de Agosto de 2009
São os Partidos no novo modelo de eleição para Director Executivo das Escolas - Já lá vão 66 dias e ainda não obtive uma resposta mas eu NÃO DURMO!!!!
terça-feira, 30 de Setembro de 2008
Querem demolir o prédio Coutinho? Ai meu Deus!
Em 1972 a câmara de Viana do Castelo vendeu o terreno do mercado a Fernando Coutinho que fez nascer, nos 975m2, um prédio de 13 andares no centro da cidade.
O mercado passou a funcionar um pouco mais ao lado, concretamente na rua Martin Velho.
Os 13 andares no centro histórico da cidade têm suscitado diversas polémicas. Por um lado os que defendem que o prédio constitui um atentado à beleza da cidade, por outro os que são solidários com quem lá reside.
A primeira tentativa de demolição deu-se em Janeiro de 1975, por parte da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Em Março de 1990, o Presidente da câmara (Branco Morais) anunciou que iria recorrer a financiamento comunitário para “cortar” o “Prédio Coutinho” até ao sexto piso.
Quando o actual Primeiro-Ministro José Sócrates foi Ministro do Ambiente do governo de António Guterres, considerou o prédio um “aborto arquitectónico” e referiu que deveria ser demolido.
Durão Barroso manifestou-se contra a implosão do prédio por ser “muito dispendiosa”.
Em 2006 a Viana Polis tomou posse administrativa de algumas fracções do prédio e em 2008 já possui 37% das fracções.
Actualmente tanto a câmara municipal como o governo são a favor da demolição do referido prédio.
Portugal é certamente um país pobre com vícios de país rico. Como é possível pensar-se em destruir 115 fracções, com tantas famílias em Portugal a viverem em barracas? Atendendo apenas a aspectos financeiros, o valor que será gasto na implosão do prédio daria para “matar a fome” a milhares de crianças. Será que o governo e a autarquia não sabem fazer contas?
Mas vamos deixar o factor financeiro. Como referi no 2º parágrafo, “o mercado passou a funcionar um pouco mais ao lado, concretamente na rua Martin Velho” mas… onde está? Eu já não vejo o mercado! Pois não! Demoliram o Mercado municipal para construir um prédio que, segundo dizem os populares, é para alojar os futuros expropriados do “Prédio Coutinho”. É desumano! É Bárbaro! É uma estupidez!
À parte as questões financeiras, eu pergunto, será que as famílias que sempre viveram no Prédio Coutinho serão felizes ao verem os seus lares transformados em pó?
E as pessoas que vendiam no mercado? Estarão satisfeitas entre o Horto e o estabelecimento prisional?
E os estabelecimentos que existiam no mercado? O café do mercado, o bananeiro, o oculista, a mercearia, a boutique e a loja de louças?
Creio que não é com uma medida incorrecta que se minimiza um erro do passado.
Não aprovo que em 1972 tenham autorizado a construção do “Prédio Coutinho” mas repudia-me a ideia de o demolirem.
Viana de bom coração,
Que belo é o teu cantinho!
Fiscalizem a construção,
Mas não destruam o “Coutinho”
Vianenses, acooooooooooooooooorrrrrrrrdddeeeeemmm!!!!
Em 1972 a câmara de Viana do Castelo vendeu o terreno do mercado a Fernando Coutinho que fez nascer, nos 975m2, um prédio de 13 andares no centro da cidade.
O mercado passou a funcionar um pouco mais ao lado, concretamente na rua Martin Velho.
Os 13 andares no centro histórico da cidade têm suscitado diversas polémicas. Por um lado os que defendem que o prédio constitui um atentado à beleza da cidade, por outro os que são solidários com quem lá reside.
A primeira tentativa de demolição deu-se em Janeiro de 1975, por parte da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Em Março de 1990, o Presidente da câmara (Branco Morais) anunciou que iria recorrer a financiamento comunitário para “cortar” o “Prédio Coutinho” até ao sexto piso.
Quando o actual Primeiro-Ministro José Sócrates foi Ministro do Ambiente do governo de António Guterres, considerou o prédio um “aborto arquitectónico” e referiu que deveria ser demolido.
Durão Barroso manifestou-se contra a implosão do prédio por ser “muito dispendiosa”.
Em 2006 a Viana Polis tomou posse administrativa de algumas fracções do prédio e em 2008 já possui 37% das fracções.
Actualmente tanto a câmara municipal como o governo são a favor da demolição do referido prédio.
Portugal é certamente um país pobre com vícios de país rico. Como é possível pensar-se em destruir 115 fracções, com tantas famílias em Portugal a viverem em barracas? Atendendo apenas a aspectos financeiros, o valor que será gasto na implosão do prédio daria para “matar a fome” a milhares de crianças. Será que o governo e a autarquia não sabem fazer contas?
Mas vamos deixar o factor financeiro. Como referi no 2º parágrafo, “o mercado passou a funcionar um pouco mais ao lado, concretamente na rua Martin Velho” mas… onde está? Eu já não vejo o mercado! Pois não! Demoliram o Mercado municipal para construir um prédio que, segundo dizem os populares, é para alojar os futuros expropriados do “Prédio Coutinho”. É desumano! É Bárbaro! É uma estupidez!
À parte as questões financeiras, eu pergunto, será que as famílias que sempre viveram no Prédio Coutinho serão felizes ao verem os seus lares transformados em pó?
E as pessoas que vendiam no mercado? Estarão satisfeitas entre o Horto e o estabelecimento prisional?
E os estabelecimentos que existiam no mercado? O café do mercado, o bananeiro, o oculista, a mercearia, a boutique e a loja de louças?
Creio que não é com uma medida incorrecta que se minimiza um erro do passado.
Não aprovo que em 1972 tenham autorizado a construção do “Prédio Coutinho” mas repudia-me a ideia de o demolirem.
Viana de bom coração,
Que belo é o teu cantinho!
Fiscalizem a construção,
Mas não destruam o “Coutinho”
Vianenses, acooooooooooooooooorrrrrrrrdddeeeeemmm!!!!
segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Avaliação de professores
...Avaliação de professores.... Eu sei!... Já estão fartos do tema...Mas julgo que ainda não reflectiram sobre o que eu tenho a dizer!
Não quero maçar os meus colegas e amigos com textos extensos, por isso prometo ser sucinto.
Já pensaram o que aconteceria à escola pública se todos os "excelentes professores" deixassem o ensino? Eu coloco esta questão porque. a forma como o Ministério da Educação, em Portugal, quer avaliar os professores e como tem insultado os professores, os mais competentes, os mais autónomos e os mais audazes não estão para aturar a falta de ética, de cortesia e de educação duma Ministra e dois Secretários-de-estado que não sabem o que dizem. Acreditem que eles não sabem o que dizem sobre, analfabetismo, insucesso escolar, abandono escolar, necessidades educativas especiais, apoios educativos, currículos alternativos e gestão escolar. Nem o Primeiro-ministro sabe o que é gestão ...quanto mais escola!
Estou a completar 20 anos de serviço público. Já conheci Roberto Carneiro, Couto dos Santos, Manuela Ferreira Leite, Marçal Grilo, Oliveira Martins, Augusto Santos Silva, Pedro Lynce, ou David Santos? e Maria de Lurdes (peço desculpas se me esqueci de alguém! mas pouca importância faz!). Cada ano que passa penso que sou cada vez melhor! Só que quanto mais me esforço menos reconhecido sou. Estou farto! Não admito que me avaliem desta forma!
Tive uma proposta para sair do ensino! Estou a pensar! Quem sabe se...
Acooooooooooooooordaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não quero maçar os meus colegas e amigos com textos extensos, por isso prometo ser sucinto.
Já pensaram o que aconteceria à escola pública se todos os "excelentes professores" deixassem o ensino? Eu coloco esta questão porque. a forma como o Ministério da Educação, em Portugal, quer avaliar os professores e como tem insultado os professores, os mais competentes, os mais autónomos e os mais audazes não estão para aturar a falta de ética, de cortesia e de educação duma Ministra e dois Secretários-de-estado que não sabem o que dizem. Acreditem que eles não sabem o que dizem sobre, analfabetismo, insucesso escolar, abandono escolar, necessidades educativas especiais, apoios educativos, currículos alternativos e gestão escolar. Nem o Primeiro-ministro sabe o que é gestão ...quanto mais escola!
Estou a completar 20 anos de serviço público. Já conheci Roberto Carneiro, Couto dos Santos, Manuela Ferreira Leite, Marçal Grilo, Oliveira Martins, Augusto Santos Silva, Pedro Lynce, ou David Santos? e Maria de Lurdes (peço desculpas se me esqueci de alguém! mas pouca importância faz!). Cada ano que passa penso que sou cada vez melhor! Só que quanto mais me esforço menos reconhecido sou. Estou farto! Não admito que me avaliem desta forma!
Tive uma proposta para sair do ensino! Estou a pensar! Quem sabe se...
Acooooooooooooooordaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!
sexta-feira, 18 de Julho de 2008
Novas oportunidades
É incrível a forma como brincam com a educação em Portugal!
O programa NOVAS OPORTUNIDADES visa a atribuição de diplomas escolares, a cidadãos com mais de 18 anos de idade, ao nível dos 1º, 2º e 3º ciclos e secundário (12º ano), através de um processo de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências. Até aqui... tudo bem!
Um indivíduo que tenha abandonado precocemente a escola mas que ao longo da sua vida, por diversas experiências que teve, desenvolveu competências que proporcionaram a sua sócio-construção, merece com toda a justiça que lhe reconheça e lhe atribua um diploma escolar ao nível da instrução que evidencia.
No entanto é exigido às entidades, que certiiquem um determinado número de pessoas por ano. Então assistimos a um "toca a certificar" para cumprir com os objectivos e não perder o estatuto de CENTRO NOVAS OPORTUNIDADES. Assim vamos ter, futuramente, uma população com uma elevada instrução formal mas com uma reduzida instrução real. Ouviremos questões do género: Como é possível a população daquele país (Portugal) não ter qualidade de vida se são tão instruídos? E a culpa vai continuar a ser dos inocentes.
ACOOOOORDA!!!
O programa NOVAS OPORTUNIDADES visa a atribuição de diplomas escolares, a cidadãos com mais de 18 anos de idade, ao nível dos 1º, 2º e 3º ciclos e secundário (12º ano), através de um processo de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências. Até aqui... tudo bem!
Um indivíduo que tenha abandonado precocemente a escola mas que ao longo da sua vida, por diversas experiências que teve, desenvolveu competências que proporcionaram a sua sócio-construção, merece com toda a justiça que lhe reconheça e lhe atribua um diploma escolar ao nível da instrução que evidencia.
No entanto é exigido às entidades, que certiiquem um determinado número de pessoas por ano. Então assistimos a um "toca a certificar" para cumprir com os objectivos e não perder o estatuto de CENTRO NOVAS OPORTUNIDADES. Assim vamos ter, futuramente, uma população com uma elevada instrução formal mas com uma reduzida instrução real. Ouviremos questões do género: Como é possível a população daquele país (Portugal) não ter qualidade de vida se são tão instruídos? E a culpa vai continuar a ser dos inocentes.
ACOOOOORDA!!!
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